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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Desculpa de aleijado é o que mesmo?

Fico impressionado ainda com algumas coisas que temos que ver no futebol. Assistindo ao noticiário esportivo, vemos times que justificam maus desempenhos graças ao rodízio de jogadores e outros que justificam derrotas por não ter opções no elenco para fazer esse tal rodízio.

Não é preciso pensar muito para concluirmos que quem faz o rodízio é, de fato, quem está fadado a não ter atuações boas e com regularidade, pela mudança constante da formação, que impossibilita a criação de um padrão de jogo, um entrosamento ideal entre os titulares, entre outros.

Mas estamos vendo o Palmeiras, por exemplo, justificar seu início bem mediano de temporada pela ausência de peças para fazer um rodízio, o que está obrigando a equipe a jogar com seus principais atletas em praticamente todas as partidas.

Oras, não consigo entender. Se estão com força máxima a tendência era de um bom futebol jogado, até porque mantiveram a base do ano passado (base fracassada, por sinal). Um exemplo claro disso é o Santos, que não está pensando em fazer rodízio e joga com os titulares à disposição desde o primeiro jogo da temporada.

Então, é uma baita conversa fiada justificar a deficiência de um elenco, que já mostrou em 2009 que não é capaz de muita coisa, pela falta de opções para realizar um rodízio. Acho que a única lamentação válida, neste caso, é a falta de opção no banco e até mesmo no time titular de jogadores qualificados para jogarem um futebol à altura do Palmeiras.

O Verdão não joga porque não tem jogador. O rodízio é, na minha opinião, apenas um respaldo de início de temporada que ajuda diretoria e comissão técnica a ganhar tempo na preparação de um time fadado e mais um ano de fracasso.

PS: Agora lembrei da expressão, “desculpa de aleijado é muleta”!

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Santos x Rio Claro: Desfile das Gerações!

O Santos hoje decepcionou os torcedores que esperavam um verdadeiro show para cima do Rio Claro, embora no fim da partida, com uma recuperação na base da superação e na capacidade brilhante de Neymar, os santistas tenham, sem dúvida, ficado felizes com mais uma vitória, que coloca o Peixe na liderança absoluta do Paulista.

Além de Neymar, que chamou a responsabilidade e só através de suas jogadas o Santos pode marcar duas vezes, o técnico Dorival Junior merece destaque. Promoveu um verdadeiro ataque contra defesa, sem medo de arriscar, tirando durante a segunda etapa dois jogadores de marcação para colocar Giovanni e Mádson. Ou seja, mesmo adaptando algumas funções, o time ficou com os seguintes jogadores com características ofensivas: Paulo Henrique, Mádson, Giovanni, Robinho, Neymar e André. E deu certo!

Mas o principal esta tarde, na minha opinião, foi o encontro de três gerações de ídolos no time principal. Giovanni de 95, Robinho de 2002 e Neymar e Paulo Henrique da atual.

Eu, que não tenho vergonha ou receio de assumir minha torcida, fiquei emocionado de ver estes jogadores juntos em campo. Não tenho dúvidas de que tenham passado diversos clipes de jogos e jogadas históricas na cabeça de todos que viveram intensamente cada um destes ídolos.

Para nós, santistas, o carnaval de 2010 vai ficar marcado pelo desfile das gerações: 3 gerações de craques da Vila Belmiro.